Ontem fui levado a refletir sobre o desejo, e quase amaldiçoei o verbo querer no futuro do passado, na primeira pessoa do singular: eu queria. Não sou o primeiro que faz isto, sei por leituras já perdidas que o Budismo prega a supressão do desejo como elemento para ascensão ao nirvana. Você sofre porque deseja se não desejasse não sofreria. É verdade. Sempre pensamos no carro novo, no novo apartamento, na nova mulher, na viajem sonhada, em tudo que parece faltar a uma existência feliz. Mas não é assim, viver já é uma dávida. Continuar vivendo é lutar com esperança de conseguir o que se quer. Esperando que os dados do Criador ou do Acaso um dia sejam-lhes favoráveis, é o que eu desejo a todos os que lêem estas divagações irresponsáveis. E, o que eu quero com isto? Bem…Deixa pra lá.. Talvez apenas audiência. Que os dados sejam revelados. Por Tutatis!!!
Mai 31

Julho 27th, 2008 at 20:18
Doaranha,
Schopenhauer afirma também que sofremos porque desejamos, que o querer nos faz sofrer e que a felicidade por se alcançar o que se quer é múito efêmera, pois em seguida direcionamos nossa atenção para outra coisa preterida. Não acredito que devamos nos livrar dos desejos (talvez o “nirvana” não seja algo tão interessante assim). Acredito que devemos nos cultivar, nos conhecer para que nossos desejos digam respeito cada vez mais a nós mesmos e para que não nos tornemos escravos deles. Descobrir que a prórpia vida é a maior dadiva que temos (dada ela pelo Criador ou pelo Acaso, como muito a propósito você colocou) faz parte desse auto-conhecimeto.
Seu texto não é uma divagação irresponsável, pelo menos eu o considero mais responsável que muito texto intencionalmente trabalhado.
Abraço.
PS: Visita meu blog ”O Fogo dos Deuses”.