Como quem vaticina, apostei fichas imaginárias na vitória de Obama para o comando do grande império do norte. Não se concluiu ainda o processo eleitoral daquela democracia representativa, e bote representativa nisto, pois se vota em partidos quase sem diferença ideológicas e quase sempre de forma indireta, mas podemos imaginá-lo presidente, dado os palpites dos sempre presentes institutos de pesquisas. Mas o que isto representa para o Brasil? Na minha visão, muito pouco. No caso do livre comércio acho que o conservador, digo Republicano conservador, se rezar letra por letra o credo liberal, poderia até ser melhor para os tupiniquins e liberar, por exemplo, as taxas alfandegárias e tributárias para os nossos produtos agrícolas. Entenderíamos também como um presente a sua antiga amante brasileira, a quem elevaríamos uma estátua em tributo e que derrubaríamos na visão da partida do conservador presidente
em seu Zeppelin prateado. Mas, se não muda muito para o Brasil a vitória de Obama, que em nome da defesa dos empregos americanos pouco fará para seguir a visão liberal, diferentemente ocorre com a história da humanidade. Um negro estará na Presidência de uma nação que a meros quarenta nos atrás vigorava leis de apartheid e isto não é pouco. Quando Lula chegou à presidência ousei dizer que ele não precisava fazer mais nada, pois seu nome já estava escrito na história como um esperança para todos. Se um torneiro mecânico pode ser presidente, qualquer um poderia ser. Não haveria mais castas. Estávamos de fato em uma democracia. A vitória de Obama, um negro na Casa Branca, e não na senzala, faz, agora, de fato, os EUA uma democracia. A minha solução para a melhora da relação EUA – Brasil sob a luz dos democratas? Vamos dar-lhe uma amante.
